quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Laudo aponta que prédio da Frea é seguro



Em coletiva de imprensa realizada na quinta-feira, dia 25, a presidente da Fundação Educacional e Regional de Avaré (Frea), Maria Lúcia Cabral Visentin, apresentou um laudo emitido pela empresa Celso Teixeira engenharia Civil, que aponta que o prédio da instituição é seguro.
Segundo a presidente, a Frea é constituída de quatro prédios distintos, que foram construídos separadamente. "A Frea é constituída de quatro prédios distintos e essa fatalidade não afetou as outras partes estruturais. A Frea não é uma construção única, foi feita por pavilhões", destacou.
Ela destacou ainda que dias após o desabamento do telhado do anfiteatro, a direção da instituição contratou a empresa para que avaliasse a estrutura do telhado de todo o prédio. "Logo que essa fatalidade aconteceu nós tomamos todas as providências, chamamos uma empresa especializada que vistoriou o prédio. Quando pedimos para a empresa realizar uma vistoria completa no prédio, eles fizeram por pavilhões e nos deram o laudo". 
A presidente revelou ainda que o laudo apontou algumas falhas, mas que não afetam a estrutura do prédio. Maria Lúcia disse que todas as falhas apontadas serão corrigidas ainda este ano. "Tem coisas para serem feitas, pois o prédio é antigo, mas o laudo apontou que a Frea não corre o risco de desabar e somente voltamos a funcionar com esse laudo em mãos. Nós íamos reconstruir essa parte(que desabou), mas vimos por bem melhorarmos a parte onde estamos do que a parte que não está sendo utilizada que é o auditório e a biblioteca, que foi transferida para o prédio principal".
O diretor executivo da instituição, Luis Mourato, acrescentou que a prioridade é realizar os reparos apontados no laudo para somente depois recuperar o anfiteatro. "A nossa prioridade é realizar os reparos no telhado do prédio que estamos utilizando e, posteriormente, vamos analisar como iremos recuperar o anfiteatro. Todo o local foi isolado e não corre o risco desabar. O laudo apontou problemas pontuais, então, vamos começar pela parte que tem mais urgência". 
O laudo apontou que algumas vigas de sustentação do telhado estão novas e não apresentam sinais de deterioração. Teremos que realizar a troca das telhas que, devido ao tempo, estão mais porosas e serão trocadas. Também vamos trocar algumas vigas,principalmente no bloco 3, mas não tem perigo de elas cederem".
Ele revelou que ao contrário do restante do prédio, a estrutura que sustentava o telhado do anfiteatro não tinha sustentação, sendo que as vigas eram fixadas dentro das paredes. Devido a isso, teria sido possível verificar sinais de deterioração da madeira. "O telhado do anfiteatro não tinha nenhum pilar de sustentação e as vigas eram encaixadas dentro da parede e por isso não foi verificado esse desgaste, tanto que quando a seguradora fez a vistoria para a contratação, que ocorreu em setembro de 2015 e não foi verificado nenhum desgaste. Todo o restante do telhado da Frea é sustentado pelas colunas das paredes". 
O diretor revelou ainda que entre os dias 12 e 13 de janeiro, data de quando ocorreu o desabamento, choveu em Avaré 65 mm de água e os ventos eram de 45 a 50 km/h.
A presidente da Frea destacou também que a Prefeitura seria a responsável pela parte física da instituição, por ser a mantenedora. "Gostaria de deixar bem claro que nós somos dirigentes da Frea e a Prefeitura é a mantenedora, ou seja, responsável pela parte física da instituição. Quando aconteceu essa fatalidade, nós comunicamos a Prefeitura. Devido a alguma demora, nós contratamos uma empresa, pois tínhamos pressa devido a volta as aulas", explicou. 
DEMOLIÇÃO - Os diretores revelaram ainda que tanto a parede lateral como a frontal do anfiteatro será demolida. "A parede lateral e a frontal do anfiteatro vão ser demolidas por questão de segurança, porém hoje elas não correm o risco de cair, pois estão bem amarradas. Vamos abrir uma licitação para a contratação de uma empresa para realizar esse serviço".
Maria Lúcia disse ter convicção de que o prédio da Fundação é seguro. "Nós temos convicção que o prédio é seguro. Jamais eu abriria a escola sem que a estrutura fosse segura. A Frea passa muita credibilidade. Vários alunos do colegial passaram em universidade federal e estadual e cerca de 90% dos professores das cidades da região estudaram aqui".
Atualmente, a Frea conta com 1800 alunos, sendo no Colégio Universitário, Cursinho Einstein e na Faculdade e cerca de 170 funcionários.  "A credibilidade da Frea é tanta que apesar da fatalidade, nós tivemos um aumento considerável de alunos. Quero agradecer a todos os pais, alunos e os funcionários da Frea pela confiança em nosso trabalho", finalizou a presidente Maria Lúcia.
Em seguida, os jornalistas foram convidados a conhecer o novo prédio que abriga a Educação Infantil.