terça-feira, 22 de agosto de 2017

Chove diamantes em Urano e Netuno

http://img.medi1tv.com/PLUIES-L-301113.jpg Alguns planetas do nosso Sistema Solar têm chamado a atenção de várias nações que executam missões espaciais. Urano e Netuno são dois desses planetas.Mas, ao invés de avanços científicos, as motivações que cercam os interesses por esses planetas estão mais relacionadas às ambições financeiras. Isso acontece porque Urano e Netuno são maravilhas do Sistema Solar por suas propriedades químicas e físicas.
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Pesquisadores da Nasa planejam enviar missões a Netuno para explorar a chamada chuva de diamantes, um fenômeno que se forma na atmosfera ultra-densa do planeta em função da pressão exercida sobre os átomos de carbono, que se transformam em nuvens e chuvas de diamantes. Dá para imaginar uma chuva dessas? Netuno está localizado a 4 bilhões de quilômetros da Terra, o que dificulta muito uma viagem espacial. Ainda assim, o interesse de explorar as riquezas desse planeta faz com que os homens quebrem a cabeça pensando numa alternativa para chegar até lá. Segundo especialistas, uma viagem espacial para Netuno numa nave convencional demoraria cerca de 30 anos.

Há quem pense que o esforço vale a pena. Em Netuno e em Urano o ar é tão denso que chove diamante. Alguns estudos também dão conta de que a superfície dos planetas é repleta de diamantes e que existe ainda a possibilidade de haver oceanos de diamante líquido e icebergues de diamantes nos dois planetas. Qualquer pessoa ficaria feliz em explorar essas riquezas, não?
A ideia dos pesquisadores é construir uma vela de 250 mil metros quadrados, que seria inflada pela luz do Sol. Esse equipamento alcançaria uma supervelocidade e chegaria a Netuno em três anos.
A primeira investigação sobre o diamante indica que a substância se comporta como a água durante a passagem do sólido para o líquido, ou seja, partes sólidas flutuam sobre líquido. Pesquisadores consideram que Urano e Netuno, dois planetas cheios de gases, devem ter áreas como “oceanos de diamantes”. A hipótese foi encontrada para justificar uma característica especial desses planetas. Diferente da Terra, eles não têm polos magnéticos que coincidem com os polos geográficos. 
A teoria dos especialistas é que, como cada um deles é formado por 10% de carbono, elemento que é a base do diamante, um oceano de diamante líquido poderia desviar o ângulo do campo magnético provocando um desalinhamento com a rotação de Urano e Netuno. 
Jon Eggert, pesquisador do Departamento de Física e Ciências Humanas do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, nos Estados Unidos, se juntou a uma equipe que simulou a hipótese no laboratório.
A ideia da existência de quantidades significativas de carbono puro em planetas gigantes, como Urano e Netuno, se evidencia tanto na teoria quanto nos experimentos. Isso pode nos ajudar a entender a evolução desses planetas. O diamante é um material relativamente comum na Terra, mas nunca se conseguiu medir seu ponto de fusão (momento de equilíbrio entre o estado sólido e líquido). A dificuldade acontece porque não basta elevar a temperatura do diamante (como se faz com a água) para mudar seu estado. Ele precisa passar por pressões elevadas, o que dificulta medir precisamente a temperatura no exato momento da mudança.
Por enquanto, tudo está apenas no campo das ideias, mas quem sabe um dia o homem não seja realmente capaz de explorar a curiosa chuva de diamantes de Urano & Netuno.