quarta-feira, 27 de setembro de 2017

LAGRIMAS DE CROCODILO



Na sessão da Câmara do dia 25/9/2017 o presidente da Associação Comercial usou da palavra livre para sensibilizar os Vereadores em razão dos malefícios que a EMAPA em dezembro causará ao comércio da cidade. Ele desempenhou o papel que lhe cabe como Presidente da classe, mas tudo não passa de balela em lágrimas de crocodilo.
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Não sei qual será o impacto deste evento nas finanças da Prefeitura, se vai dar lucro ou prejuízo, se vai ser bom ou ruim para a imagem do prefeito, e isto pouco me importa. O que me interessa é saber que o comércio está agindo como o crocodilo a espreita da caça, ele só enxerga ali o seu almoço. Todos estão de olho gordo nos míseros 13° dos assalariados, que esperam com este ganho extra, proporcionar as suas famílias alguns momentos de relaxamento em um ambiente agradável, em que possam manifestar seus contentamentos e alegrias.
Compareci na 1ª Emapa, e em mais 2 ou 3 ocasiões, mas como representante comercial da Roçadeira Jodré participei de muitas exposições Brasil afora e nestas ocasiões pude observar que menos de 10% dos presentes estavam ali como expositores ou compradores, e que a grande maioria era composta por famílias da própria cidade ou da região. O que mais chamava a atenção não eram os adultos, mas sim o entusiasmo das crianças chamando a atenção dos pais para os animais, a expressão de felicidade junto às barracas de comes e bebes e na algazarra dentro dos parques ou dos parquinhos. Para os pais e para os avós, estes momentos eram como bálsamo para o coração e para a alma. Para as crianças, as roupas, os calçados e os brinquedos logo eram esquecidos, mas estes momentos em família serão eternos.
Senhores empresários associados, sei que a maioria de vocês estão interessados no montante de dinheiro que será injetado na cidade, e para que o mesmo não seja levado por estranhos, pois vocês mesmos poderão levá-los em suas férias nacionais ou internacionais. Não é só um direito, mas uma obrigação terem uma boa confraternização familiar, mas vamos ser justos e cidadãos conscientes e deixemos que os assalariados também tenham seus momentos de lazer.
Aqui vale o velho ditado: “MAIS VALE UM GOSTO DO QUE TRÊS VINTÉNS”.

J.BARRETO

ASSOCIAÇÃO COMERCIAL X PREFEITURA 
Quero reafirmar que não votei no Jô Silvestre, mas ele foi eleito em um pleito legítimo e democrático, e neste contexto ele é o Prefeito de Avaré. Também quero afirmar que não sou político, não tenho nenhum vínculo com qualquer político em qualquer esfera, e muito menos com qualquer partido.   
Vamos ao que interessa: O prefeito anunciou que irá realizar a Festa do Peão em dezembro, não discuto se está certo ou errado. Em Avaré entra Prefeito, sai Prefeito, durante décadas, sem um apoio concreto da Associação Comercial, muito pelo contrário, só sabem fazer cobranças. Agora está havendo um alvoroço entre os comerciantes alegando que a festa na Emapa irá prejudicá-los. Agora pergunto: o que vocês, enquanto associação fizeram ou irão fazer para atrair os consumidores?, em termo de cidade; respondo: nada ontem e nada hoje. Quantos arcos foram ou serão assumidos e enfeitados por alguns estabelecimentos comerciais, mas sempre quiseram e querem que a prefeitura deixe tudo bem bonitinho. Não critico só os comerciantes natos, mas todas as empresas e todos os bancos que estabelecem suas filiais aqui, mas que de Avaré só querem levar os lucros.
Em uma sociedade realmente civilizada o empresariado toma para si muitos atos que o poder público não tem condições de atendê-los. Aqui em Avaré a maioria dos comerciantes, principalmente da área central, olham para o seu próprio umbigo e alegam que já pagam impostos, portanto não tem obrigação de colaborar com a cidade. Digo aos nobres senhores do comércio, nós também como cidadãos pagamos impostos, e muitas vezes em proporção ainda maior. Nenhuma entidade se moderniza e evolui quando ela se torna quase um feudo pessoal ou de um grupo. Nós tivemos duas cooperativas feudais; a dos consumidores e a de laticínio que faliram por terem se tornado uma entidade feudal, e assim acontece no futebol, nos sindicatos e em muitas outras atividades. Para uma entidade manter robustez é necessário que haja sempre renovação em sua cúpula, embora saibamos que muitas vezes haverá fracassos, mas os mesmos servirão de exemplo para a próxima diretoria.
Conheço o Sr. Cássio Jamil por vê-lo em alguns atos públicos e sempre me passou a impressão de uma pessoa simpática e agradável, embora nunca tenha dialogado com o mesmo. Sei por informação que ele é uma pessoa esforçada, que se dedica sinceramente pela Associação, mas logicamente dentro de uma ótica própria, mirando sempre o mesmo objetivo, talvez esteja na hora de uma renovação.
Estas minhas observações não tem nada de pessoal, mas somente o fruto de 83 anos de experiência.
 J.Barreto
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CARRAPATOS 
assisti no Globo Rural de domingo 2-7-17 uma reportagem sobre os malefícios causados ao rebanho nacional por esta praga. Na abordagem muito se falou dos efeitos e dos estudos em andamento pela EMBRAPA e por laboratórios comerciais.  Me chamou a atenção em especial quando citaram que apenas 5% se encontravam nos animais e os outros 95% estavam na pastagem. Até mostraram com estas larvas ficavam amontoadas junto ao capim a espera do hospedeiro, e que a um simples toque eles mudavam do capim para o animal. Durante toda a reportagem muito se falou sobre os efeitos carrapatos X animal, mas nada se falou sobre o controle na origem do problema, que esta na pastagem. Em um de meus artigos, com o titulo “É FOGO MINHA GENTE”, citei o trabalho de uma bióloga inglesa que pesquisou os métodos de trabalhar a terra em diversos países tropicais, em especial o Brasil, isto ainda na década de 50. Neste trabalho ela já recomendava a pratica do plantio direto, pois expor a terra nua ao calor escaldante de nosso verão era um contrassenso, pois eliminava grande parte dos micros organismos que fertilizam o solo. Um exemplo que muito me marcou foi que no hemisfério norte todos os anos ha um período de baixas temperaturas com ocorrências de muita neve, a qual cria um equilíbrio aceitável entre as pragas e doenças e o meio ambiente. No Brasil não contamos com este fenômeno, pelo contrario, nossas altas temperaturas associadas a grande umidade dos trópicos a infestação de pragas e doenças é altamente potencializada. Por isso ela recomendava, que dentro de uma analise criteriosa, quando a infestação alcançasse certo volume, isto dentro de um período de 3 a 5 anos seria necessário o uso de um fogo controlado, para poder reequilibrar o ambiente para as próximas atividades agrícolas. Há uma falsa crença que demoniza o fogo, como se ele só trouxesse malefícios para o homem e para a natureza, mas pelo contrario, ele sempre foi um aliado da humanidade, pois sua descoberta possibilitou que chegássemos onde estamos. Fazer uma queimada às 2 horas da tarde após um grande período de seca seria um contrassenso sem justificativa. Todos sabem que o calor abaixo de sua base é muitíssimo inferior ao mesmo acima de sua base, portanto o calor recebido pelo solo pouco efeito causa ao mesmo, mas a cinza depositada esta repleta de elementos químicos que enriquecem o mesmo. Se você quiser ter uma experiência pessoal do que escrevi, acenda uma vela e vá se aproximando da base do fogo, e ai meça a distancia e o tempo alcançado, depois faça o mesmo acima da base e tente se aproximar da chama, e novamente meça o tempo e a distância alcançada. Portanto se o Brasil quiser de fato, e sem interferência dos grandes laboratórios vendedores de paliativos, comesse a estudar os custos e os benefícios de uma responsável e criteriosa queimada.
“O demônio não é tão feio quanto parece!”
J.Barreto