quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Seguro-desemprego pode ser solicitado pela internet

O governo federal lançou um pacote de serviços digitais ao trabalhador. Na cerimônia realizada na terça-feira (21), em Brasília, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse que, com as ações que ele chama de "revolucionárias", o mercado de trabalho entra na era da revolução digital.


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A Carteira de Trabalho digital é um aplicativo para telefones celulares que permite consulta a informações sobre o trabalhador e dos contratos. O Ministério do Trabalho informa que a carteira em papel continuará sendo o documento oficial, "mas sempre que o trabalhador precisar acessar qualquer informação sobre o contrato de trabalho vigente ou os anteriores terá como fazê-lo consultando seu banco de dados" pelo aplicativo. Também será possível solicitar a 1ª ou 2ª vias da carteira de trabalho em papel (veja matéria neste site).
Outra novidade é a criação do seguro-desemprego pela internet que permitirá ao trabalhador demitido pedir o benefício online após receber os documentos da demissão. Apesar de permitir a abertura do pedido pela internet, o trabalhador demitido terá de ir a um posto de atendimento para continuar o atendimento. Nogueira notou, porém, que a grande vantagem é que o prazo de 30 dias para receber o benefício começa a contar no momento em que o trabalhador preenche o cadastro no aplicativo.
O governo também lança uma nova versão de um programa para busca de empregos, o Sine Fácil, e a chamada "Escola do Trabalhador", uma plataforma online constituída em parceria com a Universidade de Brasília com 12 cursos voltados ao trabalhador. Outros 38 cursos serão oferecidos até o final do ano que vem.
Presente à cerimônia, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Ives Gandra Martins Filho, elogiou o governo pela reforma trabalhista e com a edição da Medida Provisória 808 que, segundo ele, fez "sintonia fina" na reforma. "Estimuladas pela segurança jurídica, empresas poderão empregar mais", disse, ao comentar o efeito da reforma.

FONTE: Estadão