COLUNA DO GUMA - NAQUELE TEMPO (SÉCULO 20 ANOS 70)



EM MEADOS DOS ANOS 70, mais ou menos por ai começou uma história diferente que veio a influenciar comportamentos que perduram até hoje. Acredito que boa parte de minha geração (a geração dos que hoje são chamados de “tios”) vai lembrar quando as noites de domingo eram “invadidas” pelo “velho guerreiro”... é isto mesmo até este ano o “FANTASTICO” ainda não existia. As disputas de domingo estavam entre Silvio Santos (havia sido também da Rede Globo, naquela época conhecida por Canal 5, devido ao número do canal em VHF por esta ocupado) que fazia seu programa durante todo o “domingão” pelo Canal 7 (hoje Rede Record), líder de audiência da tarde e filmes do “Canal 5” e após no inicio da noite o “Programa do Chacrinha”. O Chacrinha com sua calça pelos joelhos, atirando bacalhau na platéia e chamando “Terezinhaaaaaaaaaaaaaaaaaa” era a grande atração desta que hoje é a Rede Globo. Com a entrada do “Fantástico” o “velho” passou inicialmente a programas semanais nas noites de terça e finalmente virou o grande astro dos sábados com seu “Cassino do Chacrinha”. Eu disse que esta época) influenciou novos comportamentos, pois é o Fantástico foi uma grande ferramenta que permitiu a TV Globo se transformar numa líder de audiência o que com certeza influenciou muito no pensamento e na decisão de pessoas que como eu mesmo tinha como opção de lazer, assistir TV. Entenda-se que eu na época para os hoje “tios” era diferentemente dos dias atuais não podíamos sair na noite. A correria matinal era impressionante, pois as aulas começavam as 07h00min horas e tínhamos que estar uniformizados (camisa branca, calça azul marinho conga no pé (azul marinho e impecavelmente limpo) na porta da nossa instituição de ensino antes, pelo menos cinco minutos, para entrarmos “em forma” e cantarmos o Hino Nacional no hasteamento à Bandeira. Esta solenidade perdurou desde o inicio do Governo Militar, até quase o final da década de 70. Eu lá estava cabelinhos penteados, dentes escovados à exaustão, afinal a Dona Maria (minha mamãe) ficava “no pé”, pois o dentista que periodicamente (mas não regularmente) ia à escola examinar nossos dentes e mandava recadinho na “Caderneta do Aluno” dizendo da necessidade de cuidados com os mesmos, que começavam a despertar atenção dos profissionais do ramo, que até então eram, mais “Tiradentes” que propriamente “dentistas”, mas que ainda assim o máximo que se tinha nos gabinetes odontológicos eram as obturações. Agora um pequeno aparte no que diz respeito à caderneta escolar (do aluno), pena que não tenha guardado nenhuma das minhas para mostrar a  vocês, algo muito especial que mais parecia um passaporte e onde tudo era anotado, faltas, notas e por ai vai... o perigo era as observações de comportamento apontadas pela nossa Diretora... meu Deus!!! Voltando ao hasteamento, lá estava eu com os óculos “fundo de garrafa” fruto da miopia que me obrigou ao uso de óculos desde os oito anos e um dos grandes motivos, embora não o único, de não ter sido a exemplo de meus amigos (a maioria) grandes jogadores de vôlei, basquete e handebol, pois se tirasse os óculos, xiiiiiiiiiiiiiiii... - Após cantarmos o nosso hino (naquela época tínhamos que saber “décor e salteado”, na “ponta da língua” o Hino Nacional e o da Independência (vai vendo) entravamos para as aulas onde os professores eram verdadeiros deuses devido ao imenso grau de respeito que tínhamos pelos mesmos. Eu penava na Matemática (que mais a frente foi, no entanto, a disciplina que provocaria uma mudança importante no meu comportamento, e simbolizou inclusive o inicio do meu processo de superação de certa gagueira que me perturbava, graças à rígida disciplina imposta por um professor que me acompanhou a partir da sétima série), caramba, como era difícil. Mas, em contrapartida, arrasava nas aulas de Ciências (Professores Guido, saudoso que impunha respeito, com a necessária autoridade de um grande mestre, logo depois meu ainda amigo com o qual anos mais tarde compartilhei viagens para cursar a Faculdade de Direito, José Osório) Português (Professor Luiz Bragança, símbolo da retidão ao qual asseguro uma grande nota no meu aprendizado) e em História (nossa como era linda a professora de História (uma jovem ruiva que realmente era fonte de inspiração para a “molecada”, presença maciça em suas aulas nas sextas feiras), alguém se lembra dela (alguém de Taquarituba, é claro), há meuuuuuuuuuuuu Deus!... na próxima edição conto mais uma pouco desta história para as Amigas do Guma.

REDE GUMA www.redeguma.com

Guma, Gumercindo Castellucci Filho, Professor, Advogado, Jornalista, Diretor de Operações da Rede Guma de Comunicação e Educação, Apresentador do Programa do Guma (sábado as 9 horas na Radio Cidadania 104.9 Mhz) Jornal da Cidade (segunda a sexta as 12h30) Facebook www.facebook.com/jornalistaguma Whats App (14) 99774-6933 @mail guma@redeguma.com 


Postar um comentário

INSTAGRAM

INSTAGRAM
Copyright © REDE GUMA. Designed