MUNDO ANIMAL - Ativista fala sobre abandono e maus tratos aos animais em Avaré


Por Fernanda Castellucci - Os cães são os melhores amigos do homem, mas o homem é o que do animal? 
A Organização Mundial da Saúde estima que só no Brasil existam mais de 30 milhões de animais abandonados, entre 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães. Em cidades de grande porte, para cada cinco habitantes há um cachorro. Destes, 10% estão abandonados. No interior o número chega a 1/4 da população humana. 
Em Avaré segundo a ativista da causa Animal Gi Soares esse número é bem parecido já que diariamente ela se depara com animais abandonados nos bairros da nossa cidade. A ONG Amor de Quatro patas também recebe denúncias de maus tratos a animais diariamente. 


Essa foto é uma realidade comum no dia a dia das entidades e na cidade como um todo.
Os descartes acontecem também em parques, praças, estradas e portas de pet shops.
Uma situação que piora sempre entre os meses de novembro e março. Por conta das festas de fim de ano e do carnaval, segundo pesquisas, o índice de animais abandonados sobe de 20% a 30%.
A imagem pode conter: Gii Soares, sorrindo, atividades ao ar livreOs gastos familiares aumentam com presentes, viagens e mudanças, e o bicho sofre as consequências. Por isso, o fim do ano pode ser de quadro ainda mais triste.
Segundo Gi Soares o aumento dos animais abandonados se dá a condição financeira:
“Muitos se esquecem que um animalzinho de estimação gera gastos, tem que comprar ração, levar ao veterinário, dar vacinas e etc. “adotam” porque acham fofo um filhote mas logo que começa a dar trabalho preferem jogar as ruas.” Gi diz mais: “É importante a conscientização de intervir para evitar a procriação indesejada e o abandono. Não dá para aceitar que alguém nos procure agora porque não tem condições de ficar com a cadela e toda a sua ninhada e não faça nada e meses depois volte a ter vários filhotes dos quais deseja se desfazer. Por isso, é importante o controle populacional através da esterilização.”
O Brasil não tem leis efetivas para defender os animais, principalmente de maus-tratos, o que já existe em outros países. Enquanto o exemplo não é seguido, cabe a pessoas como a Gi Soares tentar minimizar o abandono, mesmo que seja de maneira improvisada. 
É difícil, para quem trabalha ou é engajado de alguma forma com a proteção animal, saber que a quantidade de animais esquecidos nas ruas é tão grande. Além da vida dura a qual os animais são submetidos, esse valor representa também um problema de saúde pública. E tudo isso nos traz pontos fundamentais: o abandono precisa acabar, a adoção deve ser promovida e a castração deve ser incentivada.
Ao adotar, deve-se saber que os animais têm necessidades, provocam gastos, trazem comportamento imprevisível e vivem por muitos anos.
Uma sugestão para minimizar o número de animais abandonados seria a cidade de Avaré implantar o "Castramóvel", uma unidade itinerante que faz o trabalho de esterilização de cães e gatos nas ruas da cidade. Tal medida visa o controle populacional dos animais em situação de rua e os que convivem com pessoas de baixa renda, outra sugestão seria a criação de Disk denúncia. Outras soluções conjuntas  podem envolver campanhas de esclarecimento para proprietários de animais, leis específicas, programas de vacinação e esterilização, além do registro e da realocação de cães, podendo também ser uma combinação de todos estes esforços.
Abaixo temos um exemplo de uma grande empresa Avareense para diminuir a fome dos animais de rua.




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