Engenheiro responsável por camarote que desabou em Arandu é indiciado por lesão corporal culposa

Segundo a polícia, engenheiro teria dito que assinou documento que atesta a segurança da estrutura sem ter ido ao local. Aproximadamente 30 pessoas ficaram feridas no acidente.

Acidente deixou 27 pessoas feridas, quatro com fraturas nas pernas (Foto: Arquivo Pessoal/ Luciana Félix) 

A Polícia Civil de Arandu (SP) concluiu, na quarta-feira (25 de abril de 2018), o inquérito sobre a queda de um camarote durante a Festa do Peão de Boiadeiro, no ano passado. O engenheiro responsável será indiciado por lesão corporal culposa. No acidente, aproximadamente 30 pessoas ficaram feridas.
Um laudo mostrou que a maneira como o camarote foi montado não seguia as normas técnicas de engenharia para garantir a segurança de quem estivesse no local.
O engenheiro disse à polícia que assinou a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), documento que atesta a segurança da estrutura, sem ter ido ao local.

"O que nos chamou atenção foi que ele não observou as normas técnicas de engenharia e do projeto principal das montagens", afirma o delegado Tárcio Severo.

Em contato com o engenheiro responsável informou que o projeto de montagem da estrutura indicava um limite máximo de 240 pessoas por pavimento e que este limite não foi respeitado no dia do acidente.
Outro ponto que foi levado em consideração é que, possivelmente, durante o show houve uma aglomeração de pessoas em apenas um ponto do camarote, mas de acordo com a perícia isso não foi determinante para a queda.
A investigação também apurou que a capacidade de pessoas que estavam no local na hora da queda era abaixo da capacidade máxima, de aproximadamente 1,2 mil pessoas.
O camarote chamou atenção dos organizadores logo quando, nos primeiros dias de festa, cintas foram pesas na estrutura para tentar minimizar problemas na estrutura. Em depoimento, o engenheiro disse que não sabia das cintas.
A festa era organizada pela Prefeitura de Arandu e a secretaria responsável pelo evento afirmou, na época, que o camarote tinha alvará para receber 1,2 mil pessoas, mas que na hora do acidente estava com aproximadamente 900 pessoas.

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