Polícia Civil indicia seminarista que engravidou adolescente por estupro de vulnerável

Suspeito se apresentou na delegacia em Ubirajara (SP) para depoimento e foi liberado. Vítima fez 14 anos em fevereiro, mas a gestação já passa de 3 meses.


O seminarista suspeito de estuprar e engravidar uma adolescente de 13 anos se apresentou na delegacia de Ubirajara e foi ouvido na quarta-feira (4).
De acordo com o delegado responsável pelo caso, o jovem de 21 anos será indiciado pelo crime de estupro de vulnerável.
“Agora ficará a cargo no Ministério Público pedir ou não a prisão dele durante o processo. A polícia não fará esse pedido, porque entendemos que ele se apresentou dentro do prazo, deu todos os esclarecimentos e tem residência fixa”, explica Paulo Calil.
Ainda segundo Paulo Calil, o jovem confessou que se relacionou com a adolescente, mas disse que ela teria falado ter 14 anos e que faria 15 em breve.
"No entanto, houve o crime de acordo com a lei e agora vou concluir o inquérito e encaminhar à Justiça", ressalta Paulo Calil.
O delegado também ouviu novamente a adolescente e os familiares para concluir o inquérito.
Investigações
O caso passou a ser investigado depois da denúncia da mãe da adolescente, que procurou a polícia no dia 19 de março. Foram feitos exames que comprovaram que na época, a adolescente já estava grávida de 3 meses.
“A menina completou 14 anos em fevereiro, portanto, pelo período de gestação, o fato teria ocorrido quando ela ainda tinha 13 anos. Nesse caso, pela lei se configura estupro de vulnerável, mesmo se houvesse consentimento”, explica o delegado.
O suspeito estuda em seminário da Bahia, mas foi encaminhado para realizar trabalhos em Ubirajara pela Diocese de Ourinhos, onde possui familiares. Ele ficou na cidade entre os meses de dezembro e janeiro.
“Eles teriam se conhecido em uma novena de natal que o seminarista participava e eram realizadas nas casas de moradores da cidade. Em uma dessas novenas, a mãe da adolescente não foi e o suspeito teria se aproximado da menina”, conta o delegado.
A Diocese de Ourinhos negou que o seminarista estivesse oficialmente à serviço da circunscrição eclesiástica em Ubirajara. Disse que o acolhimento de seminaristas e padres de outras regiões que estejam em viagem é comum e que teria sido isso o que ocorreu neste caso.
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