Botucatu consegue licença prévia para construção de represa no Rio Pardo

Botucatu conseguiu nesta sexta-feira, dia 08, a licença prévia para a construção da barragem em uma área próxima do Complexo Véu da Noiva, projeto que deve garantir o abastecimento de água em Botucatu por várias décadas. O documento foi publicado hoje no Diário Oficial do Estado de São Paulo.
Este é considerado o último passo antes da licitação. A obra está estimada entre R$ 50 e R$ 55 milhões. A construção dessa represa no Rio Pardo é tratada como prioridade pela atual administração.
Em fevereiro a Prefeitura de Botucatu assegurou o recebimento, em forma de doação, de dois dos 14 lotes de território que precisarão ser desapropriados para a construção da Barragem do Rio Pardo. As duas matrículas eram de posse da Central Bela Vista, empresa que atua na produção de sêmen bovino.
Recentemente o Prefeito de Botucatu se reuniu com o Secretário Estadual do Meio Ambiente, Maurício Brusadin, para protocolar o licenciamento do projeto. Na sequência o Prefeito se reuniu com a direção da Sabesp para apresentar o Projeto Executivo e o licenciamento protocolado.
Trata-se de um projeto ambicioso e que dificilmente seria finalizado na atual gestão. Pardini já fez em 2017 alguns pedidos para o governo do estado acelerar tramites burocráticos da obra. O licenciamento ambiental era um dos entraves.

O projeto

O objetivo é construir uma barragem em uma área na região da cachoeira Véu de Noiva, um dos locais públicos mais acessados de Botucatu. O complexo recebe as águas do Rio Pardo, que abastece a maior parte de Botucatu e região.
De acordo com informações passadas ao Acontece Botucatu, essa barragem iria funcionar como um grande reservatório de água bruta. Dessa maneira, estaria garantido o abastecimento em períodos de estiagem ou crises hídricas, como a vivida em 2014/2015.
Segundo a administração, a obra custaria algo em torno de R$ 55 milhões. O valor poderia ser obtido também através de recursos do PAC 2, Programa de Aceleração do Crescimento.
Segundo o planejado, serão cerca de 70 alqueires de área inundada, formando uma das maiores represas municipais no interior do Estado de São Paulo. Somente o Projeto executivo teve um custo aproximando de R$ 1,5 mil.

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