HISTÓRIAS DE TAQUARITUBA

FIOS DA MEMÓRIA      
O saudoso José Norival Augusti deixou uma coletânea de textos que merecem ser revistos. 
A Rede Guma de Comunicação e Educação, faz uma singela homenagem ao "Dr Norival" relembrando alguns de seus textos.
Fazenda Matão ( Familia Castellucci) foto de  arquivo

“A minha estimativa eu assino, a anterior eu não assino".
Osvaldo Castelucci
Excursão de agricultores e agrônomos à Estação Experimental do IBECC- IRI em Matão promovida por Oswaldo Castelucci (engenheiro agrônomo regional) - Ano agrícola 1963-1964.

No início da década de 1960 (62/63) eu atendia e prestava assistência técnica para agricultores de vários municípios como Taguaí, Itaí, Coronel Macedo, Paranapanema, etc. As vezes três ou quatro vezes por semana, inclusive prestando serviços de inspeção e avaliação e projeto para o Banespa s.a., que foi o banco financiador da agropecuária de São Paulo na época.
A respeito desta época, o engenheiro agrônomo Osvaldo Castellucci lembrou que após chegar à cidade por estrada de terra, e que na época das chuvas tornavam-se intransitáveis, atendia aos agricultores, e também atendia o município de Fartura, distante 35 km. de distância, percorrida com uma perua Kombi, do Plano de Ação de Carvalho Pinto. Fazia também a previsão de safras do Instituto de Economia Agrícola, e ao fazer a primeira, notou que as estimativas de produção e produtividade estavam superestimadas e rebaixou as produções de milho e feijão, principais culturas da época, para a metade do estimado pelo engenheiro agrônomo anterior.
As estimativas seguiram para o I.E.Agrícola, e logo ele recebeu um pedido de explicação do Delegado Agrícola - eng. agro. Charles Michel Hawthorne - e do supervisor agrícola - eng. agro. Bastilio Ovidio Tardivo, de Avaré -para confirmar a estimativa anterior ou retificá-la. Ele não ratificou e voltou a colocar os dados sem revisão, segundo seu conhecimento da realidade da zona rural de Fartura.
Fazenda Matão: Foto de arquivo
O diretor do DEPARTAMENTO DE PRODUÇÃO VEGETAL , eng. agro. Homem de Mello, chamou-o à S.Paulo, pedindo explicações e disse que o engo.Castelucci sabia do prestígio, do eng. agrônomo, anterior e pediu ao mesmo para reestimar e retificar a produtividade da produtividade anotada anteriormente, pelo regional anterior.
Castellucci disse-lhe: “A minha estimativa eu assino, a anterior eu não assino.” E para confirmar o que falava e estimava, contou que o agricultor de lá vivia em casa de pau a pique, coberta com sapé, sem água encanada, bebendo em água de mina, passando café duas a três vezes no mesmo coador, com o mesmo pó”, perguntou” ao Diretor: Com esta produção e produtividade do agrônomo anterior o agricultor moraria em casa de sapé, sem carro, sem luz e força, e sem condução para vir à cidade, usando somente carroções, tipo colonial !!! , deixando o Diretor o PDV (Departamento de Produção Vegetal) Homem de Mello espantado.
Homem de Mello então concordou e a estimativa do regional Osvaldo Castellucci foi considerada válida, provando que quem tem "o pé no chão” tem poucas chances de errar!!.
José Norival Augusti


OS AMIGOS DA TELEVISÃO

Na década de 1960 a recepção dos canais de televisão em Taquarituba era péssima e somente quem tinha antenas altas conseguia assistir ao canal 9(nove)- Excelsior (atual Rede Globo).
Entre 1966 e 1968, aproximadamente, foi criada e montada uma repetidora pelo técnico Salvador Domenico Malagó no morro do Barreiro-Aleixo.
Foto do Bairro Aleixos, onde próximo estava a Torre de Televisão de Taquarituba

Essa repetidora era mantida pela Casa Gomes e supervisionada pelo Malagó. Ela repetia os sinais que alcançava outros municípios da região com precariedade.
Diversos líderes, incentivados pelo Lions Clube de Taquarituba, criaram a Sociedade dos Amigos da TV (sociedade sem fins lucrativos) para a manutenção do repetidor. Isso só foi possível devido a doação dos equipamentos pela firma Gomes e Cia. Ltda., gerenciada por Joel Gomes, que a montou e a manteve até a formação da Sociedade.
José Norival Augusti e Valentim Righetto Jr na
Fazenda Santa Margarida - Bairro do Porto, 1986-1987
A manutenção da repetidora era assegurada com a cobrança de uma taxa de Cr$ 10,00(dez cruzeiros) dos proprietários de TV e os três canais – Excelsior, Tupi e Record - puderam ser repetidos com maior eficiência e freqüência.

O presidente dessa sociedade foi o prof. Guido Dias de Almeida entusiasta pela TV; o tesoureiro, José Norival Augusti arrecadava as taxas dos donos de televisores e as repassava ao técnico Salvador Domenico Malagó para a manutenção da torre e retransmissores.
Após as eleições municipais de 1972 assume como prefeito Lourenço Custódio. A partir de então, a Prefeitura Municipal passa a manter a repetidora e a taxa deixa de ser cobrada.
Em outubro de 1981 foi sorteada uma TV para pagar os novos equipamentos. O também técnico Salvador ”Mano” Malagó, filho do Malagó, passou a supervisionar a estação repetidora.
Na década de 80 a Tv Cultura (canal 2) montou em Taquarituba uma torre retransmissora localizada em um morro no bairro Pedregulho na divisa com Taguaí, e que antes estava instalada no bairro Barreiro, junto com a Sociedade da dos Amigos da TV.

Clube Banespinha de Taquarituba
VÍDEO DE "O REPÓRTER COM IMAGENS DO CLUBE EM 1991
Foi o clube dos funcionários do Banco Banespa, fundado em 1980/81, por Edson Veiga e vinte e cinco funcionários do Banespa. Cresceu e teve quarenta sócios nos anos seguintes. Seu primeiro presidente foi Osmar Julio Barbante Neubern. Tem área de um hectare, a 800 metros da cidade, no meio da mata do Eugênio, vendida simbolicamente aos banespianos pelos taquaritubenses Jorge Camargo e Pedro Camargo. Tem um salão de festas e reuniões, casa do administrador, e um campo de futebol de salão, quadra de tênis e vôlei que foram construídas através de campanhas na cidade. O segundo presidente foi Saul Pereira.
O clube, durante o seu funcionamento, cedeu suas instalações para palestras técnicas agrícolas, eventos culturais e festas de confraternização de funcionários e de instituições. Em 2005 a presidente Lucia Iamada e seus sócios cederam as instalações em comodato para Associação dos Funcionários Públicos Municipais de Taquarituba, que pagará uma locação mensal ao Asilo São Vicente de Paula de Taquarituba, como compensação pelo seu uso.

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