CRONICA/OPINIÃO - A raiz do problema - J Barreto


Um sábio prefeito teve a luminosa idéia de arborizar as ruas da cidade de Avaré, pois isto era a última moda do paisagismo urbano. Convocando seu renomado corpo técnico, ficou decidido a imediata implantação da mesma em todas as ruas centrais, preferencialmente nas calçadas com fiação elétrica. Mandando tal projeto para apreciação da Câmara, e como é de praxe nesta casa, e após caloroso debate o mesmo foi aprovado por unanimidade. Novamente foi convocado o grupo técnico para definir a espécie a ser implantada, e após um longo e criterioso trabalho de pesquisa optou-se pela espécie SIBIPIRUNA. Acertado os detalhes e adquirida às mudas, teve inicio a implantação do projeto. Acompanhando a equipe de funcionários um dos técnicos ia indicando o local da abertura das covas e o imediato plantio das mudas. Mas acontece que o grupo não era tão técnico, e nem as mudas eram adequadas, e logo apareceram os resultados destes equívocos. O primeiro impacto foi e é com a fiação elétrica que está entranhada entre os ramos, o segundo impacto é com o abalo dos muros e o entupimento das calhas e o terceiro e mais grave é com relação às calçadas, pois esta espécie tem grande parte de suas raízes superficiais, que detonam tudo ao seu redor, quebrando o concreto das calçadas e levantando-as como se fossem de isopor, assim não só dificultando a passagem de pedestres, e impedindo a passagem de pessoas com deficiências, mas também colocando suas vidas em risco já que têm que usar a rua para desviar da árvore correndo perigo de serem atropeladas.
Com o agravamento do problema, um outro prefeito teve outra idéia genial, e criou uma nova lei, ou norma, passando toda a responsabilidade para o (inocente) cidadão fronteiriço ao estrago. Embora ele não tenha plantado, não tenha pedido para plantarem, e muito menos tenha sido consultado se queria a mesma em “sua” calçada (na realidade da prefeitura) ou mesmo que espécie a ser plantada , contudo agora tem que arcar com todos os custos causados pela incompetência das administrações passadas e, ainda para adicionar insulto ao desfalque financeiro que sofrerá ainda tem que enfrentar toda burocracia, como se ele fosse o culpado e não a vitima. A Secretaria do Meio Ambiente e o CONDEMA (sendo um grupo de consultoria formado, por voluntários) não são responsáveis por estas normas, mas são obrigados a cumpri-las.
Citarei dois exemplos daquilo que creio seja o razoável e de bom senso. Na cidade de Praia Grande, SP. A senhora Marisa, uma cidadã daquela cidade, precisava que fossem retiradas 4 árvores na calçada de sua casa. Bastou um requerimento para a Prefeitura e a mesma fez todo o serviço, apenas dando para a Sra. Marisa uma lista das espécies para substituição, tudo por conta da Prefeitura; Em Chicago em frente a casa da Sra. Elizabeth, uma raiz levantou levemente um pedaço da calçada, o suficiente para alguém tropeçar. Tendo avisado à Prefeitura, igual ao exemplo da Sra. Marisa de Praia Grande, a Prefeitura removeu parte da raiz, reparou a calçada e refez todo o gramado removido. 
Estes exemplos refletem a consciência com que essas Prefeituras tratam seus cidadãos que já pagam seus impostos.

JBARRETO.
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