CRONICA/OPINIÃO - AMAZÔNIA EM PERIGO



O Continente Americano desde o Alaska até a Patagônia já era totalmente habitado há milhares de anos por diversas etnias. Estas populações eram compostas por grupos com graus de cultura estremas, onde a maioria era representada por tribos ainda em estado primitivo, em contraste com povos politicamente avançados. Estes povos tinham um elevado conhecimento nas artes das ciências agrícolas, geológicas, arquitetônicas, hidráulicas, etc., e usavam a força de trabalho dos animais. Porém militarmente suas armas de ataque e defesa ainda eram o arco e flecha, a lança e o tacape.

Muitos séculos antes da chegada dos europeus os vikings e os chineses fizeram incursões no continente americano, mas como usavam as mesmas armas dos ameríndios não puderam se fixar nas novas terras. No final do século XV os espanhóis e os portugueses fizeram a pseuda descoberta das Américas e iniciaram a invasão da mesma, já usando de um elemento destrutivo de potencial impacto em seus adversários. E este elemento era a pólvora que alimentava seus bacamartes e seus canhões. Com isto eles iniciaram a conquista a invasão e a devastação de tudo o que estivesse a sua frente, inclusive aqueles povos com alto grau de civilidade.

Fiz este preambulo para criar um paralelo com o tema principal deste artigo. Vamos lá: Enquanto a Rússia, os EUA, a Inglaterra, França, a Índia, o Paquistão, Israel e a China desenvolveram seus arsenais nucleares, o Brasil começou a desenvolver o seu projeto Aramar, mas não sei por qual argumento, ou coação internacional o mesmo foi abortado. Hoje o Brasil se encontra no mesmo patamar defensivo que se encontravam os povos ameríndios há 500 anos , ou seja indefeso. A Amazônia sempre foi e é a presa mais cobiçada pelas nações do hemisfério Norte, que usam as florestas como pano de fundo para ocultar seus reais interesses sobre ela.

Os tratados internacionais, desde sempre, seja eles comerciais ou militares eram e são cumpridos enquanto beneficiam o lado mais forte. Esperar que alguma nação venha nos defender em caso de enfrentamento pela posse por pedaço da Amazônia é mera ilusão, pois ela ocorrerá só se houver vantagem para a mesma . Naquela geração que deveria ter sido sacrificada em prol de um Brasil militarmente forte, mais foi poupada, assim como eu fui.

Hoje o Brasil precisa que cada um de nós olhemos para ele acima de qualquer interesse, seja ele financeiro ou de segurança pessoal. Os governos passam, nós passaremos, mas temos a obrigação de deixar para nossos descendentes um Brasil forte e soberano que sirva de orgulho pelo passado e para o futuro. Mas para que isto aconteça o Brasil precisa se tornar um país militarmente forte. Que sirva de exemplo para nós a insignificante Coréia do Norte que é respeitada e temida, pois ela poderá ser destruída, mas levará consigo boa parte dos seus vizinhos e um desequilíbrio em toda aquela região.

J.Barreto

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