O Brasil já vinha passando por uma instabilidade política desde a década de 40, com o fim da ditadura Getulista e a busca das novas lideranças por um espaço no cenário nacional. Destas lideranças podemos destacar Leonel Brizola, no Rio Grande do Sul, Miguel Arraes, em Pernambuco e o mais nefasto, Carlos Lacerda, oriundo de uma família coronalesca de Vassouras-RJ. Ele era um jornalista descompromissado com a verdade, atacava toda e qualquer pessoa que estivesse na presidência, desde Getúlio até Jânio Quadros.

Com a renúncia de Jânio Quadros, toma posse João Goulart, um populista ávido de poder, e para alcançar seus objetivos começa a incentivar e a participar de movimentos grevistas, culminando com o grande comício da Central do Brasil, com o objetivo de paralisar o país. Em contraponto aos grevistas, surgem os movimentos populares por todo o Brasil, tendo seu ponto alto a Marcha das Mulheres em Prol do Brasil e da Família. Foi quando as Forças Armadas, antevendo uma guerra civil, resolve tomar o poder em 31-03-64, e restabelecer a paz e a ordem. Assim se passaram 21 anos onde as famílias e classes produtivas tiveram um período de paz e de segurança.

Já faz um bom tempo que o Brasil está revivendo aquele período que antecedeu a 31-03-64. Hoje o Parlamento e o Judiciário (com raras exceções), estão boicotando o trabalho hercúleo dos membros da Lava-Jato, que tiveram e tem a coragem de enfrentar as elites políticas e empresariais que causaram o maior rombo na história ao erário nacional.

O Parlamento que em seu alto clero está infestado de membros na mira da Polícia Federal e da PGR (Procuradoria-Geral da República), em desespero de causa, estão criando obstáculos aos trabalhos da Lava-Jato, que hoje é a entidade com maior credibilidade no Brasil. A cúpula do Judiciário em seus diversos ramos, sediados em Brasília merece e recebe o escárnio de todo cidadão de bem, pois deixaram de ser guardiões da lei e da justiça, para se tornarem capachos de grupos criminosos que sempre agiram à margem da lei (aqui também ha exceções, e que se tornam vítimas do status quo).

Os três Poderes, em suas inúmeras subdivisões, são regidos por leis que estabelecem teto para remunerar cada cargo ocupado. Mas estes tetos que foram criados para moralizar a função pública, mas legislando em causa própria, foram criando e incorporando pinduricalhos que transformaram o teto de remuneração em piso do mesmo, e daí para frente já não há mais limite. A paciência do povo está chegando ao limite, já eram muitas vozes clamando pelo patriotismo das Forças Armadas, e este clamor cresce a cada dia.

Depois não adianta choramingarem e apelarem para a OEA (Organização dos Estados Americanos) ou a ONU, pois a vontade do povo é soberana.

J. Barreto