Febre, fadiga e surgimento de hematomas recorrentes podem ser sinais de alerta para esse tipo de câncer no sangue; diagnóstico precoce pode aumentar as chances de cura.

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   Fevereiro Laranja é o mês dedicado à conscientização sobre a leucemia, tipo de câncer no sangue que afeta a produção dos glóbulos brancos, que têm como principal função a defesa do organismo. Quando detectada em fase inicial, as chances de cura da doença aumentam consideravelmente.
   De acordo com o hematologista do Hospital Amaral Carvalho (HAC) Iago Colturato, alguns sintomas, no entanto, podem ser confundidos com os de outras doenças, prejudicando o diagnóstico precoce e o tratamento.  Veja a lista dos seis principais:

1 - Febre ou calafrios
A maioria das pessoas já teve febres ou sentiu calafrios pelo menos uma vez na vida, sintomas comuns de infecções virais ou bacterianas, como gripes e resfriados. Quando são persistentes e não acompanhados de coriza, tosses ou espirros, podem ser importantes sinais de alerta para a leucemia.

2 - Fraqueza
Quem tem anemia, por exemplo, sabe o que é sentir fraqueza e fadiga, mas esses sinais podem estar diretamente ligados ao diagnóstico de leucemia.

3 - Perda de peso
Viroses, alterações gastrointestinais e até problemas de tireoide podem levar à perda de peso inesperada. No entanto, quando não há motivo aparente para a baixa dos dígitos na balança, é preciso ficar atento e consultar um médico.

4 - Hematomas
Você provavelmente já encontrou manchas roxas pelo corpo sem nem lembrar onde poderia ter batido. São comuns pequenos traumatismos resultantes de esbarrões ou decorrentes de esforço. Mas quando essas manchas começam a aparecer com frequência, em maior quantidade e sem causa aparente, podem indicar alguma doença do sangue, como leucemia.

5 - Manchas vermelhas na pele
Manchas vermelhas podem indicar alergias, urticárias ou doenças virais. Contudo, as pintinhas avermelhadas na pele também são comuns em pacientes com leucemia.

6 - Suor excessivo
Além da conhecida menopausa, a sudorese em excesso pode ser sintoma de hipoglicemia. Mas quando ocorre, especialmente de noite, pode indicar outras doenças, como leucemia.

Outros sintomas
   Infecções frequentes ou graves, nódulos linfáticos inchados (no pescoço, axilas e/ou virilha), desconforto abdominal, hemorragias ou dores nos ossos e articulações estão entre os principais sintomas que podem levar ao diagnóstico de leucemia.
   Colturato explica que é importante procurar atendimento imediatamente, sempre que notar qualquer alteração no corpo. “Mesmo que a febre seja apenas de uma gripe ou o cansaço pareça reflexo do estresse, as pessoas não devem deixar de consultar um médico para averiguar os sintomas e receberem ajuda especializada o quanto antes”, comenta.
O hematologista do HAC Iago Colturato ressalta a importância de procurar por atendimento médico se notar qualquer alteração
↘Fevereiro é o mês de conscientização e combate da leucemia. A campanha, que ganha a cor laranja, alerta sobre os principais tipos da doença que atinge cerca de dez mil pessoas ao ano no País, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).
   A leucemia é um tipo de câncer que afeta o sangue, especificamente os glóbulos brancos, que passam a se produzir de forma descontrolada. As células tumorais se acumulam na medula óssea, onde o sangue é produzido, prejudicando a produção das células normais e as defesas do organismo. Existem mais de 12 tipos de leucemia, sendo as mais comuns a leucemia mieloide aguda (LMA), leucemia mieloide crônica (LMC), leucemia linfocítica aguda (LLA) e leucemia linfocítica crônica (LLC).
   “As leucemias crônicas, algumas vezes, podem ter início sem apresentar sintomas e acabar sendo detectadas em algum exame de rotina. Já as leucemias agudas têm um início mais abrupto e o paciente pode apresentar fraqueza, sangramento e febre”, comenta o médico hematologista do setor de Transplante de Medula Óssea (TMO) do Hospital Amaral Carvalho (HAC), Iago Colturato.
   O profissional ressalta que a campanha é importante para que a população saiba sobre a leucemia que, devido aos seus sintomas, pode ser confundida com doenças infecciosas como dengue ou pneumonia.

Tratamento
   O médico salienta que há diferentes formas de tratamento, a depender do tipo de leucemia, como medicamentos orais, quimioterapia convencional, anticorpos monoclonais e terapias alvo, com medicamentos que atacam especificamente as células cancerígenas. “Tudo depende das condições do paciente e do subtipo da doença”.
   Em alguns casos, como o do Ronaldo César Camassola, o transplante de medula óssea é a única opção. “Eu não queria ficar a vida toda tomando remédios. Minha irmã era 100% compatível comigo, não podia deixar essa chance passar”, conta o comerciante de 39 anos, morador de Bariri.
   O procedimento foi realizado em janeiro de 2005. Hoje, 15 anos após o transplante, Camassola só comemora. “Na época, os médicos comentaram que possivelmente não poderia ter filhos. Neste ano, meu filho completa oito anos. E sigo assim, trabalhando, correndo, pedalando, cuidando do meu pequeno. Vida normal! Lembro da doença, mas só com um sentimento de vitória.”

Serviço especializado
   O Hospital Amaral Carvalho é a primeira entidade hospitalar do interior paulista especializada em câncer. Com vasta experiência no tratamento de leucemias e doenças no sangue, mantém o maior serviço de transplante de medula óssea do Brasil.
   Só no ano passado, a unidade de TMO do hospital realizou 240 transplantes, totalizando 3.423 desde sua criação, em 1996.
Autor: Estela Capra