Explode número de internações por problemas respiratórios



O Brasil teve uma explosão de registros de internação de pessoas com insuficiência respiratória grave depois da primeira notificação de um paciente com coronavírus no país, no fim de fevereiro, indicam dados da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). 
Naquela semana, 662 pessoas foram internadas por doença respiratória aguda, com sintomas como febre, tosse, dor de garganta e dificuldade respiratória. Na semana passada, o número saltou para 2.250 pacientes.
 "É um número dez vezes maior do que a média histórica, de cerca de 250 casos de hospitalização nos meses de fevereiro e março, em anos anteriores", 

afirma Marcelo Ferreira da Costa Gomes, que coordena sistema de monitoramento da Fiocruz. 
O Infogripe, em parceria com o Ministério da Saúde, acompanha dados da Síndrome Respiratória Aguda Grave, que pode ser causada por vários vírus. 
"É uma curva vertiginosa", 
diz Gomes. Para ele, os números sugerem a Covid-19 como causa. O Brasil registrou ontem 20 novas mortes, a maior alta em um dia. O total foi a 77. O número de doentes confirmados é de 2.915.

Ele afirma ainda que a tendência é que as internações sigam crescendo. 
"A gente ainda não sabe como vai se dar a interação desses vírus, como Influenza A, Influenza B e o novo coronavírus [todos causadores de doenças respiratórias]", 
diz.

O estado de São Paulo, o maior do país, tinha no dia 21 um total de 1.228 pessoas internadas, contra uma média de menos de 200 em anos anteriores.

É importante notar que o pico de internações em geral ocorre no mês de maio, quando as temperaturas baixas facilitam a disseminação dos vírus que causam doenças respiratórias.​

Especialistas ouvidos pela coluna que integram a linha de frente no combate à doença afirmam que o número de internações antecipa a explosão de casos de coronavírus no país, já que eles só serão confirmados depois do resultado de exames específicos para a Covid-19.

Os dados só reforçam a necessidade da adoção de medidas de isolamento social, para reduzir a velocidade de disseminação da Covid-19, conforme recomendação

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