Prefeitura de Avaré repudia acusações do presidente da ACIA

“Cássio Jamil Ferreira não compareceu à reunião que discutia assuntos diretamente ligados à entidade que preside”,
ressalta Executivo



A Prefeitura da Estância Turística de Avaré vem a público informar que repudia veementemente o comportamento do senhor Cássio Jamil Ferreira, presidente da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Avaré (ACIA), que, na condição de proprietário de casa lotérica neste município, busca, por meio de clara incitação à desinformação, atacar a decisões tomadas pela Prefeitura em favor do bem-estar de toda a população de Avaré.

Antes de deliberar pelo fechamento parcial dos estabelecimentos comerciais e industriais no município, o prefeito Jô Silvestre se reuniu com representantes da ACIA onde, depois de debatidos todos os fundamentos da necessidade global de se evitar a aglomeração de pessoas, todos os presentes concordaram pela suspensão temporária das atividades pelo prazo inicial de 10 dias, com início em 23 de março de 2020.

Importante frisar que o senhor Cássio Jamil Ferreira não compareceu à reunião que discutia assuntos diretamente ligados à entidade que preside. Portanto, desconhece os fundamentos da decisão tomada pelo município que buscou ouvir os envolvidos ou seus representantes.

A decisão de suspender as atividades do comércio e indústria avareenses não foi tomada com viés pessoal e político como busca apontar o presidente da entidade em sua manifestação com o intuito de defender apenas a sua atividade comercial como proprietário de casa lotérica.

O senhor Cássio Jami Ferreira tem todo o direito de não concordar com o fechamento temporário de empresas no município, mas deveria defender esse posicionamento no momento oportuno e se atentar às demais atividades, não apenas a que lhe interessa, o que sabemos, não foi feito.

Mais, para toda e qualquer divergência, há a opção pela análise da demanda pelo Poder Judiciário de livre acesso a todos.

Não faz sentido, do ponto de vista sanitário, encerrar, ainda que por alguns dias, as atividades de milhares de empresas em âmbito municipal e manter em pleno funcionamento casas lotéricas que, como é de conhecimento público, costumam reunir filas enormes sem que tenha sido tomado, ao longo dos anos, qualquer medida para reduzir esse cenário, imputando ao usuário o dissabor de ficar exposto, muitas vezes, em calçadas, no sol, sem acesso a sanitários ou até mesmo dispositivo de higienização das mãos, colocando em grave risco a saúde de todos os personagens envolvidos: usuários e funcionários desses estabelecimentos.

O lamentável comportamento do senhor Cássio Jamil, que ignora a importante posição social que ocupa à frente de uma entidade com mais de 80 anos cujo papel fundamental é zelar pela manutenção da máquina comercial e industrial de Avaré, é digno de repúdio por parte da Prefeitura de Avaré.

O senhor Cássio Jamil não está atuando em defesa da entidade, tampouco se preocupa com a decisão tomada por seus pares em um processo democrático atendo-se a questões financeiras de ordem pessoal, não se interessando pelo prejuízo direto de milhares de empresas e funcionários do sistema comercial e industrial de Avaré.
Não são só as casas lotéricas e bancos que estão sendo atingidos por medidas do tipo em todo o país.

Atitudes como esta tem que ser de conhecimento público, afinal, fazer uso político em momentos de grave crise humanitária e social não é o comportamento que se espera de pessoas e empresários que pensam diferente e não aceitam a decisão da maioria, em favor da maioria.

A Prefeitura de Avaré deseja que todos os atingidos direta e indiretamente por decisões tomadas pelo Poder Público, especialmente a população, abandonem questões políticas e pessoais e se unam em torno de um único objetivo: sobreviver a essa grave crise que, ao que tudo indica, está apenas em seu início.

NOTA

LOTÉRICAS – A principal divergência é sobre o fechamento das lotéricas em Avaré. Enquanto o decreto estadual libera os atendimentos, uma decisão municipal determina o fechamento.
A Prefeitura defende o fechamento das lotéricas e se baseou em alguns artigos da Constituição Federal.

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