A Vacina contra a gripe não tem efeito contra o resfriado comum

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Qual a diferença entre gripe e resfriado?

Por terem sintomas similares, as duas doenças confundem a população. Saiba como identificar cada uma e o que fazer para evitá-las ou tratá-las


Vacina Contra a Gripe

A vacina é a principal forma de proteção contra a Gripe. Mas ela precisa ser recebida todos os anos.
É importante deixar claro que muita gente chama de “gripe” o que na verdade é o “resfriado comum”.
Gripe é a infecção causada por um vírus do grupo influenza, como o H1N1.\
Vacina contra a Gripe protege contra a gripe (Vírus influenza).

Ela não tem efeito contra o resfriado comum.

O que é a gripe e quais são seus sintomas

A gripe é causada pelo vírus influenza, que pode ser dos tipos A ou B. Cada uma dessas categorias se divide em outros subtipos – dentro do A, está o H1N1; e, do B, o Yamagata, por exemplo.
Seus principais sintomas são febre alta, dor intensa no corpo, tosse, dor de garganta e cansaço. Geralmente, eles aparecem quatro dias após o contato com o agente infeccioso e persistem por mais de uma semana.
“O paciente não consegue se levantar direito e sente maior necessidade de procurar auxílio médico”, arremata Kelem Chagas.
Ela também é marcada por desencadear outros problemas. “O influenza tem maior afinidade pelo pulmão. Por isso, a pneumonia é uma complicação mais frequente”, afirma a imunologista.
E mais: a gripe pode agravar quadros de saúde já existentes, como problemas cardíacosasma ou doença pulmonar obstrutiva crônica. Ela é, portanto, mais grave do que o resfriado. Hora de falar dele…
O que é o resfriado e quais são seus sintomas
Está aí outra infecção respiratória, mas que é desencadeada por diversos tipos de vírus. O rinovírus está entre os mais comuns.
“Sua manifestação clínica é menos intensa”, diferencia a especialista. Os sintomas incluem coriza, febre baixa, tosse e espirros. A recuperação tende a ser mais rápida.
Como é a transmissão?
É igual nas duas chateações. Ela ocorre quando gotículas de saliva do indivíduo infectado entram em contato com as vias aéreas de outra pessoa (por meio de espirro, beijos, tosse…).
Objetos contaminados com essas gotículas também espalham a enfermidade. “Isso acontece principalmente em lugares fechados, como escolas, transporte coletivo e ambientes de trabalho”, exemplifica Kelem. Lavar as mãos ajuda muito nesse sentido.
Entretanto, existe uma diferença na época mais comum de contágio. “A sazonalidade é uma característica da gripe. Ela é mais comum no outono e no inverno, até por causa de uma especificidade do vírus. Já o resfriado pode aparecer o ano todo”, relata a profissional.
Agora, o fato de que nessas estações mais frias as pessoas costumam ficar em ambientes fechados favorece o surgimento das duas.
Quem são as pessoas mais atingidas?
A gripe afeta mais o chamado grupo de risco (criançasidososgestantes, pacientes com doenças crônicas). E também pode ser mais grave neles. “A resposta imunológica nesses casos é menos efetiva do que a de indivíduos saudáveis”, justifica Kelem.
O resfriado é, digamos, mais democrático. “Porém, o quadro tende a melhorar brevemente”, complementa a gerente médica.
Como funciona o diagnóstico?
Ele começa com a avaliação dos sintomas. Se for um resfriado, só isso já basta.
Já em casos suspeitos de gripe com potencial mais grave, talvez seja necessário recorrer a exames de sangue para confirmar a presença do vírus influenza. Isso porque, ao termos certeza de que se trata da gripe, certos tratamentos podem entrar em cena.

Como é a Vacina Contra a Gripe?

As vacinas influenza disponíveis no Brasil são todas de vírus inativados (vírus mortos).
Isso significa que a vacina contra a gripe não tem capacidade de causar doença.
Sua formulação contém proteínas de diferentes cepas do vírus Influenza definidas ano a ano conforme orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que realiza a vigilância nos hemisférios Norte e Sul.
As cepas vacinais são cultivadas em ovos embrionados de galinha e, por isso, as vacinas contêm traços de proteínas do ovo.

Quais são as vacinas:

9 são as vacinas que tiveram aprovação da Anvisa para uso no Brasil em 2019:
  • Fluarix Tetra – GlaxoSmithKline Brasil Ltda.
  • FluQuadri – Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda.
  • Influvac – Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.
  • Influvac Tetra – Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.
  • Vacina influenza trivalente (fragmentada e inativada) – Instituto Butantan.
  • Vacina Influenza Trivalente (subunitária, inativada) – Medstar Importação e Exportação Eireli.
  • Vaxigrip – Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda.

Vacina Trivalente:

Protege contra 3 cepas do vírus Influenza. Em 2020, ela está constituída por:
  • um vírus similar ao vírus influenza A/Brisbane/02/2018 (H1N1) pdm09;
  • um vírus similar ao vírus influenza A/South Australia/34/2019 (H3N2); e
  • um vírus similar ao vírus influenza B/Washington/02/2019 (linhagem B/Victoria).

Vacina Quadrivalente

Protege contra 4 cepas do vírus Influenza. Em 2020, ela está constituída por:
  • um vírus similar ao vírus influenza A/Brisbane/02/2018 (H1N1) pdm09;
  • um vírus similar ao vírus influenza A/South Australia/34/2019 (H3N2); e
  • um vírus similar ao vírus influenza B/Washington/02/2019 (linhagem B/Victoria).
  • um vírus similar ao vírus influenza B/Phuket/3073/2013 (linhagem B/Yamagata)

Porque se Vacinar Todos os Anos?

A proteção da Vacina contra a Gripe começa de 2 a 3 semanas após sua administração e dura por no máximo 1 ano.
Sua maior proteção é nos 4 primeiros meses.
Por isso a vacinação deve ser feita pouco antes do período de maior circulação do vírus.
Além disso, os vírus podem sofrer mutações de um ano ao outro o que pode comprometer a proteção, mesmo em pessoas com boa resposta à vacina.
Existe um monitoramento dos tipos de vírus circulando a cada ano e em caso de grande mutações virais, há um ajuste da vacina.
É importante salientar que o vírus mutante não significa mais forte, ou mais nocivo. Significa apenas que é diferente.

Quem já teve Influenza, ainda assim Precisa Tomar a Vacina?

A principio, ter a doença uma vez causa imunidade para toda a vida.
Mas, a proteção é específica para aquela cepa, portanto, a pessoa ainda precisa se vacinar todos os anos para se proteger dos outros vírus que estão na vacina
Além disso, caso o vírus pelo qual a pessoa se infectou sofra uma mutação e mude a cepa, a pessoa também não estará protegida contra o novo vírus.

Como a Vacina atua no Organismo?

A vacina é feita de proteínas virais.
É como se pegassem o vírus, matassem, batessem no liquidificador, pegassem os pedacinhos e dele fizessem a vacina.
Ela age estimulando o nosso sistema imune a criar anticorpos específicos contra as cepas presentes na vacina.

Reações à vacina da gripe

Saiba sobre as reações que podem ocorrer após recebimento da vacina contra a gripe aqui

Cuidados com a Vacina contra a gripe

No geral, não são necessários cuidados especiais antes da vacinação.
  • Não se vacinar se estiver com febre
    • Pode-se vacinar se estiver com resfriado leve, como coriza e espirros .
  • Pessoas com história de alergia grave ao ovo de galinha, com sinais de anafilaxi
    • Devem receber vacina em ambiente com condições de atendimento de reações anafiláticas
    • Permanecer em observação por pelo menos 30 minutos após o recebimento da vacina
  • No caso de história de síndrome de Guillain-Barré (SGB) até seis semanas após a dose anterior da vacina
    • Avaliação médica criteriosa sobre o risco-benefício antes de administrar nova dose.

Vacina da Gripe e o Novo Coronavírus

Quando uma pessoa inicia sintomas de infecção respiratória viral, não há como diferenciar infecções por vírus do resfriado comum, Infuenza ou mesmo o COVID-19.
O inverno é um momento de maior circulação de outros estes vírus
Não existe ainda vacina para o novo coronavírus, mas existe vacina contra a influenza
A vacina contra a influenza não tem efeito sobre o Novo coronavírus
No entanto, uma pessoa pode ter mais de uma infecção ao mesmo tempo, o que aumenta e muito os riscos de complicações.
Por isso vacinar contra a influenza ajuda a prevenir quadros graves da doença

Vacinação em Gestantes e Puérperas Vacina Contra a Gripe

Todas as gestantes devem ser vacinadas contra a gripe independente da idade gestacional
A vacinação contra a gripe na gestação protege:
  • A gestante (que tem maior risco de morte caso se infecte pelo vírus Influenza nesse período)
  • O bebê (que receberá os anticorpos da mãe que irão durar em seu organismo por até 6 meses após o nascimento, período que ainda não pode receber esta  vacina.

Vacinação em Crianças  – Vacina contra a Gripe

Todas as crianças que receberam 1 ou 2 doses da vacina da gripe em 2017, devem, receber apenas uma dose em 2018.
Considerar esquema e duas para crianças entre 6 meses e 9 anos que irão se vacinar pela primeira vez, nestes casos, a segunda dose deve ser programada para 30 dias após a primeira dose.

Vacinação em Imunodeprimidos – Vacina contra a Gripe

Por se tratar de vacina de vírus inativado (morto) qualquer paciente com imunidade baixa DEVE receber a vacina e NÃO POSSUI CONTRAINDICAÇÃO.
Pessoas com imunidade baixa transitória devem discutir junto ao seu médico o melhor momento para receber a vacina por 2 motivos:
1- Quanto menor a imunidade, maior os riscos de complicações no caso de infecção pelo Influenza. logo, mais forte a indicação da vacina.
2- Por outro lado, quanto menor a imunidade, menor a resposta vacinal.

Doação de Sangue  – Vacina contra a Gripe

Pessoas que receberam a vacina devem esperar 48 horas para poderem doar sangue

Quem tem Direito à Vacina nos Serviços Públicos?

  • Pessoas maiores de 60 anos;
  • Presidiários;
  • Funcionários do sistema prisional;
  • Povos indígenas;
  • Crianças com idade entre 6 meses e 6 anos incompletos;
  • profissionais da saúde;
  • Professores;
  • Pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis;
    • Asma
    • Enfisema pulmonar (DPOC)
    • Fibrose cística
    • Bronquectasia
    • Doenças intersticiais do pulmão
    • Displasia broncopulmonar
    • Hipertensão arterial pulmonar
    • Crianças com doença pulmonar crônica da prematuridade
    • Doenças cardíacas congênitas
    • Hipertensão arterial sistêmica com comorbidade
    • Doença cardíaca isquêmica
    • Insuficiência Cardíaca
    • Doença renal crônica em estágios mais avançados
    • Síndrome nefrótica
    • Paciente em diálise
    • Atresia biliar
    • Hepatite crônica
    • Cirrose hepática
    • Doenças neurológicas que comprometem a respiração
    • Acidente Vascular Cerebral
    • Paralisia cerebral
    • Esclerose múltipla  e condições similares
    • Doenças hereditárias e degenerativas do sistema nervoso ou muscular
    • Deficiência neurológica grave
    • Diabetes Mellitus em tratamento
    • Imunodeficiência primária
    • Imunodeficiência secundária a doenças (como o vírus HIV, mesmo aqueles com níveis adequados de CD4 e carga viral indetectável
    • Imunodeficiência secundária a medicamentos (tomam remédios que abaixam a imunidade)
    • Obesidade grave
    • Pacientes transplantados
    • Síndrome de Down
    • Síndrome de Klinefelter
    • Síndrome de Wakany, dentre outras trissomias
  • Pessoas com imunidade baixa como os portadores do HIV mesmo em tratamento adequado;
  • Gestantes;
  • Puérperas (mulheres que acabaram de ter filhos – até 45 dias após o parto).
  • Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas