quarta-feira, 10 de junho de 2020

TV AVARÉ - REDE GUMA INFORMA! - ESTADO EM NOVA QUARENTENA


O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou que vai decretar no Estado uma nova quarentena de 15 a 28 de junho, chamada de "heterogênea", quando será aplicado o Plano São Paulo para orientar a "retomada consciente" de atividades econômicas.
  • "(A retomada) será por fases e regiões conforme prevê o plano, com cuidado, segurança e dentro dos limites determinados pela ciência e a medicina", 

disse.



Ele ressaltou que a extensão de diretrizes de isolamento social resultará no quinto período de quarentena no Estado. Na entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, apontou que a nova quarentena terá "gatilhos" para determinar se haverá endurecimento ou flexibilização das medidas de acordo com cada região.
Doria também afirmou que decretou a suspensão, na quinta-feira, 11, de serviços públicos no Estado e ponto facultativo na sexta-feira, 12. 
  • "Fizemos isso para municípios que anteciparam feriado de Corpus Christi possam nos acompanhar a exemplo do que vai fazer a capital", 

afirmou o governador.
Apesar disso, os shoppings reabrem amanhã na grande São Paulo. Com a retomada da quarentena, Avaré ficou na fase laranja – faixa que já está apesar do prefeito Jô Silvestre seguir as premissas da fase amarela.  

  • QUARENTENAS FUNCIONAM PARA COMBATER O CORONAVÍRUS? VEJA O QUE DIZEM OS ESTUDOS 

Dezenas de estudos científicos apontam que medidas de distanciamento social têm sido eficazes para reduzir o número de infectados e mortos ou diminuir a sobrecarga dos hospitais. Mas, em geral, elas não conseguem debelar a pandemia sozinhas, sem a ajuda de testagem em massa ou rastreamento de infectados, e dependem muito da adesão popular em cada país.
Mas se a eficácia do distanciamento é consenso entre especialistas, por que parte dos governantes e cidadãos pede seu fim? Principalmente por causa do custo socioeconômico desse fechamento, que gera desemprego e empresas quebradas.
No Brasil e nos Estados Unidos, os respectivos presidentes contestam também a eficácia da medida sob diversos argumentos, como o de que alguns países tiveram milhares de casos mesmo com quarentenas e outros triunfaram sem adotar esse distanciamento em massa. Para eles, a gravidade da doença não justifica o confinamento de todo mundo, mas só dos grupos de risco — ainda que isso seja inviável, segundo especialistas.
Ao todo, mais de 3 bilhões de pessoas no mundo chegaram a ser submetidas, ao mesmo tempo, a medidas como suspensão de aulas, fechamento de comércio não essencial e distanciamento físico. Em alguns lugares, o cumprimento das normas é obrigatório.
Segundo alguns dos principais grupos de pesquisas de epidemia do mundo, quanto menos gente circula nas ruas, mais devagar a doença se espalha. E quanto mais cedo isso acontece, menos gente ficará doente no fim. Logo, é consenso entre pesquisadores que o distanciamento físico entre as pessoas funciona, e o principal problema agora é como sair dele. 
(Fontes BBC e IstoÉ)