TV AVARÉ - SÉRIE DE QUINTA ESPECIAL - Vigilante Rodoviário

Vigilante Rodoviário 1961 - EPISÓDIO 1


Vigilante Carlos,em evento na cidade de Avaré.
Emissora: TV Tupi, TV Excelsior, TV Cultura, TV Globo e TV Record.
Ary Fernandes era fã de revistas em quadrinhos e seriados americanos e tinha o desejo de realizar uma série com um personagem brasileiro. A fonte de inspiração de Fernandes foi o trabalho realizado pela Polícia Rodoviária do Estado de São Paulo, criada em 1948 pelo governador Adhemar de Barros para dar emprego aos pracinhas que lutaram na Segunda Guerra Mundial.

Inicialmente o título da série seria O Patrulheiro Rodoviário, mas após o contrato de patrocínio pela Nestlé, a Toddy comprou um seriado de western norte-americano e o batizou de Patrulheiros do Oeste, o que resultou na mudança do título para O Vigilante Rodoviário.
O sucesso da série foi estrondoso. Logo, o Brasil foi tomado pela marca do Vigilante Rodoviário e a Nestlé aproveitou para lançar bonequinhos e miniaturas do Simca Chambord, além de histórias em quadrinhos do herói. 
A série era exibida na quarta-feira em São Paulo e na quinta-feira no Rio de Janeiro às 20 horas, após o telejornal Repórter Esso. Devido às dificuldades tecnológicas da época, era necessário levar a cópia do filme para cada emissora para que fosse transmitido.
Após sair do ar em 1962, O Vigilante Rodoviário foi reprisado pela Tupi em 1967 e pela Rede Globo em 1972, e anos depois pela TV Excelsior, Cultura e Record.
Muitas foram as dificuldades enfrentadas na produção da série, a equipe não tinha dinheiro para comprar os negativos de uma só vez, pois recebiam após a exibição de cada episódio e, assim, iam comprando na Kodak aos poucos. As filmagens eram feitas em filmes de celulose de 35 mm, copiadas, montadas, dubladas e reproduzidas em 16 mm para serem transmitidas pela televisão. 
Assim que teve a ideia para a série, Ary Fernandes pediu ajuda ao amigo Alfredo Palácios, dono de um estúdio de gravação. Palácios gostou do projeto e logo cedeu seu estúdio e contribuiu com com quatro latas de mil pés de negativo 35mm. Ambos separam umas economias e compraram uma câmera Arriflex 35mm da extinta Companhia Maristela. Com o apoio da Força Pública da Polícia Rodoviária eles começaram a produção.
As coisas pioraram, três dias após a assinatura do contrato com a Nestlé, que patrocinava a série, pois Jânio Quadros assumiu a Presidência da República e taxou todos os produtos importados em 400%. Com isso a verba da Nestlé já não era suficiente, uma vez que a maioria dos materiais eram importados, inclusive o filme, já existia inflação e o valor do contrato era fixo. Mesmo assim o projeto seguiu.
O seriado terminou por falta de dinheiro quando mudou a diretoria da Nestlé, que não quis arcar com os custos para dar continuidade à série, que custava dez vezes mais que as produções estrangeiras. 
Com as dificuldades financeiras, a equipe vivia de permutas, como no caso do veículo usado na série. Ary Fernandes escolheu o Simca Chambord para ser o veículo do herói, após o episódio “Ladrões de Automóveis”, onde o carro foi alugado pela produção e todos acabaram gostando dele. Solicitaram algumas unidades à fábrica que não pensou duas vezes em aproveitar o marketing pois as vendas do automóvel estavam em baixa naquele momento.

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