VEJA! NOTICIAS DO DIA - PRAIA, POR QUE NÃO?, CÃES CONTRA A COVID

  • Até o momento, a pandemia do novo coronavírus já deixou 20.097.855 contaminados e 736.254 mortos no mundo. No Brasil são 3.057.470 contaminados e 101.752 mortos. Os números são da Universidade Johns Hopkins.
PRAIA, POR QUE NÃO?

Matéria de VEJA desta semana mostra como a praia, se usada com cuidado, pode fazer bem em tempos de pandemia. Isso porque, como explica o professor da Faculdade de Medicina da USP Paulo Saldiva, "em ambientes abertos e onde costuma ventar, como as praias, mantendo as regras de segurança, o risco de infecção é muito baixo". Para o coordenador do Observatório Covid-19 da Fiocruz, Carlos Machado, em vez de vetar, como fez o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, "o ideal seria criar um plano de convivência que reduza os riscos e ajude a promover a saúde". Mas é importante ressaltar: para a reabertura das praias dar certo é preciso regras claras e colaboração dos frequentadores.

CÃES CONTRA A COVID

Um estudo realizado na França com cães farejadores indicou que esses animais podem detectar o coronavírus pelo olfato. Matéria de VEJA Saúde mostra que os cientistas treinaram oito cães, os expondo ao cheiro de pacientes diagnosticados com a doença. Depois disso, mostraram aos animais amostras de suor tanto de pessoas que testaram positivo quanto das que testaram negativo para o vírus e o resultado foi animador. A capacidade de encontrar indivíduos com Covid-19 foi de 100% em quatro cães e entre 83% e 94% nos outros quatro. A pesquisa ainda é preliminar, mas aponta para uma nova ferramenta que pode ajudar a deter a transmissão.


VACINA RUSSA

A Rússia anunciou a aprovação da primeira vacina do mundo contra o coronavírus. A notícia é vista com desconfiança pela comunidade científica internacional pela rapidez com que o imunizante foi desenvolvido. Os testes em humanos foram iniciados há dois meses e a chamada fase 3, envolvendo milhares de voluntários, ainda não começou. A preocupação é que o país tenha acelerado o processo em busca de prestígio, deixando a segurança de lado. O presidente Vladimir Putin defendeu a vacina, produzida pelo Instituto Gamaleya, de Moscou, e disse que uma de suas filhas recebeu uma dose: "Eu sei que ela funciona e forma uma imunidade forte".
 
COVID NO RIO

Embora os números absolutos da Covid-19 no Rio de Janeiro ainda sejam altos, já é possível dizer que o estado respira com mais tranquilidade em meio à pandemia. Levantamento de VEJA mostra que a média móvel de novos casos e mortes em decorrência da doença no estado caiu 29% e 29,5%, respectivamente, nos últimos 14 dias. Além disso, segundo o Mapa de Risco, divulgado pela Secretaria Extraordinária da Covid-19, o estado está na Bandeira Amarela, que representa baixo risco de contaminação. A taxa de ocupação na rede estadual de 20% em enfermarias e 50% em UTIs também reflete o melhor momento pelo qual passa o estado, que já viu esses índices em 79% e 86%, respectivamente. Bom sinal.
 
SEGUNDA DOSE

A Anvisa autorizou a aplicação da segunda dose da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford nos voluntários do estudo da fase 3 realizado no Brasil. A agência reguladora também alterou a idade máxima dos participantes, que passou de 55 para 69 anos – a idade mínima permanece em 18 anos. Segundo a Unifesp, que conduz a pesquisa em São Paulo, todos os voluntários que já receberam a vacina serão convocados para tomar a segunda dose. A decisão acontece após um estudo mostrar que uma segunda aplicação do imunizante induziu uma maior produção de anticorpos em voluntários das fases 1 e 2 de testes clínicos, realizadas no Reino Unido.

HOSPITAIS DE LUXO

A crise causada pela pandemia atingiu em cheio os melhores hospitais de São Paulo, como o Sírio-Libanês e Albert Einstein, e provocou demissões . Apesar desses centros não terem enfrentado um colapso no sistema de saúde – foram registrados 30 e 57 óbitos por coronavírus entre os meses de março e julho, respectivamente –, muitos pacientes evitaram fazer consultas e procedimentos com receio de contaminação, o que fez a receita cair e o quadro de funcionários diminuir. Sinal disso foi a contratação pela Prevent Senior, especializada em pacientes da terceira idade, de profissionais demitidos do Sírio e do Einstein, conforme revelou a VEJA Fernando Parrillo, CEO da rede.

TURISMO EM ALTA

Após adotar, por dois meses, um toque de recolher para tentar conter a disseminação do coronavírus, a cidade de Porto Seguro, no litoral sul da Bahia, terceiro destino turístico mais procurado no país, tenta voltar à normalidade . O local já vive um movimento intenso de procura por pacotes de viagem, mesmo com a decisão da cidade de não realizar a festa de Réveillon. Segundo a prefeitura e o sindicato de hotéis, bares e restaurantes, 40 mil pacotes para o fim do ano já foram vendidos. Entre as exigências para receber os turistas, hotéis e restaurantes devem manter a ocupação em até 50% e substituir o sistema de self-service no café da manhã.