ARTIGO ESPECIAL - NOVEMBRO de 2020: O Despertar da Brasilidade - J BARRETO

Nós brasileiros, somos um povo pacato e não gostamos de controvérsias. O que realmente importa é a nossa família, nossos negócios e o time de nosso coração. O que acontece fora do nosso mundinho não nos diz respeito, portanto não nos interessa. Se somos convidados a participar de alguma atividade de interesse da cidade ou do bem estar da sociedade não temos tempo e não gostamos de política.


Somos muito ágeis para criticar e apontar o dedo a quem está participando. Felizmente temos o mês de Outubro (nesse ano em especial, por conta dessa Pandemia, será em Novembro) que a cada dois anos, que como quase um milagre conclamam milhões de brasileiros e brasileiras a sair de seu conforto e ir à luta por um Brasil melhor. Eles, que nada fizeram até então, encontram soluções para todos os problemas existentes, não importa se são da esfera do Executivo, e até mesmo do Judiciário. E a cortesia, então, trata meros conhecidos como grandes amigos de longa data. Prometem soluções para todas as mazelas do Brasil, do Estado, ou da cidade, são Dom Quixotes atacando moinhos de vento. Dentro de miríades de políticos calouros, despontam como favoritos as velhas raposas que fazem da política uma profissão vitalícia, muitas vezes criando um feudo hereditário. A maior concentração de senhores feudais está em Brasília, seguindo dos estados, e respingando nos municípios. Até aqui referia abrangência nacional, agora focarei em Avaré. Neste ano de pandemia, com muito bom senso, dois vereadores, Marialva Biazom e Toninho da Lorsa, propuseram a redução dos proventos dos mesmo de R$ 6.600,00 para R$ 3.600,00, e nesta esteira os demais cargos políticos. Em sessão da Câmara, cuja pauta tratava deste assunto, depois de calorosa discussão foi a mesma posta em votação, resultada o de 7 a 6 pela rejeição. Votaram pelo projeto Sergio Fernandes, Adalgisa Ward, Marialva Biazom, Toninho da Lorsa, Flavio Zandoná e Alexandre Rios. Foram contra Ernesto Albuquerque, Ivan da Comitiva, Jairinho do Palmeiras, Carlos Estati, Roberto Araújo, Coronel Morelli e Barreto do Mercado. Sabemos que todos os vereadores têm sua profissão, e a vereança é apenas um “bico”.

Isto demonstra que os mesmos estão pouco se lixando para o povo, e muito menos pela cidade, e que lá estão em função dos R$ 6.600,00 mais mordomias.

Parece que este assunto só terá um fim catastrófico, mas podemos reverter este quadro, pois temos muitas e honrosas exceções, às quais devemos prestigiar. Quem vende seu voto por dinheiro, por cargos, ou outros benefícios é tão venal quanto quem o compra. Tenhamos esperança e bom senso, e ouçamos mais a nossa consciência e menos o coração e o bolso.

J. Barreto

P.S.: Meu voto é para 15123

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