Juíza arquiva processo do Templo Planeta do Senhor contra Porta dos Fundos e Netflix

JORNAL DO GUMA "CULTURA"

O processo movido pelo Templo Planeta do Senhor, grupo cristão, contra o Porta dos Fundos e a Netflix, foi arquivado esta semana. Ação civil pública cobrava R$ 1 bilhão de indenização da produtora de humor por conta do especial “Se beber, não ceie”, divulgado no final de 2018. O templo errou o nome do programa que queria processar.

  • Grupo cristão queria R$ 1 bilhão de indenização por programa que retrata "Jesus Cristo homossexual, que faz uso de chás alucinógenos”


O programa (o nome correto é A Primeira Tentação de Cristo”, de 2019) com Fábio Porchat no papel principal, retrata “Jesus Cristo homossexual, que faz uso de chás alucinógenos e que, ainda, tem dúvida quanto ao seu dever como filho de Deus”, fato que incomodou o grupo cristão.

O Porta dos Fundos, no entanto, não está livre ainda da perseguição religiosa. A juíza só encerrou o caso por considerar que outra ação movida por um grupo católico já tratava do tema, sendo ela a representação de todos os cristãos.

  • O processo segue, portanto, em andamento.

Há um outro detalhe no processo. O nome do filme estava equivocado na petição do Templo Planeta do Senhor. A igreja reclamou do “Se Beber, Não Ceie” por retratar um Jesus Cristo homossexual. Mas neste especial, de 2018, Jesus era retratado em uma festa com seus discípulos regada a bebedeira, fato aliás que não gerou nenhuma revolta da igreja.

O especial correto seria o do Natal de 2019, A Primeira Tentação de Cristo”, inspirado no lapso temporal relatado na Bíblia em que Jesus Cristo ficou 40 dias no deserto meditando e teria sofrido todo tipo de tentação. Ao voltar do deserto, Jesus, interpretado por Gregório Duvivier, vai para sua festa surpresa de 30 anos com Orlando, interpretado por Fábio Porchat, que dá a entender que os dois viveram um caso amoroso.

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