Governo garante que toda população de SP será vacinada até 2021 e prioridade será de município que cumprir normas

JORNAL DO GUMA "COVID-19"


© Governo de SP/Divulgação Governador João Dória durante reunião virtual do Comitê Empresarial Econômico e Solidário.

Ele se reuniu na manhã desta quarta-feira, 6, com os 645 prefeitos que tomaram posse em 2021, para apresentar o Plano Estadual de Imunização, o Plano São Paulo, de reabertura econômica e flexibilização da quarentena, e a política econômica do Estado. "Ao final do ano, antes de terminar o ano, faremos uma terceira reunião (com os prefeitos, enquanto a segunda será em julho, também virtual) que esperamos fazer presencialmente, dado o fato que esperamos ter a imunização completa não só brasileiros de São Paulo, mas desejamos de todos os brasileiros em nosso País", disse.

Além de Doria, participam os secretários estaduais, os membros do Centro de Contingência do Coronavírus e a primeira-dama, Bia Doria. A reunião foi transmitida ao vivo.
Reprodutor de vídeo de: YouTube (Política de PrivacidadeTermos)

Doria comentou, ainda, que pouco menos de 20 municípios não respeitaram as orientações de restrição impostas pelo governo nas últimas semanas. “Esperamos que essas exceções não mais aconteçam”, comentou. “Esse ano de 2021 será muito mais difícil do que imaginamos até outubro passado”, acrescentou, ao citar o aumento da transmissão da doença no Brasil e no exterior.
O secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, por sua vez, disse que municípios que não cumprirem as determinações do Plano SP sofrerão consequências: "Vamos priorizar aqueles que seguem o Plano SP. Aqueles que forem irresponsáveis irão para o fim da fila nos atendimentos".
Segundo o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, 10 hospitais paulistas atingiram a capacidade máxima de assistência com o aumento das taxas da covid-19 neste ano, mas não detalhou quais são os locais. Ele disse que o número de leitos será ampliado para atender essa demanda crescente.
O secretário voltou a dizer que a Coronavac, desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac e que será produzida no País pelo Instituto Butantã, mostrou-se segura nas três fases de estudo, com imunicidade e eficácia dentro dos índices exigidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O início da vacinação em São Paulo segue prevista para 25 de janeiro, apesar do resultado final dos testes ainda não ter sido apresentado e não haver aval da Anvisa. A ser realizada até 28 de março, a fase 1 de imunização abrangerá 9 milhões de pessoas, das quais 7,5 milhões são idosos com 60 anos ou mais e os demais são trabalhadores de saúde, indígenas e quilombolas.
De acordo com o governo, além dos 5,2 mil postos de vacinação existentes no Estado, poderão ser usados para imunização escolas, quartéis da Polícia Militar, terminais de ônibus, estações de trem, farmácias e postos drive-thru, o que elevaria para 10 mil os pontos de vacinação. Os locais funcionarão de segunda a sexta, das 7 às 22 horas, e aos sábados e domingos, das 7 às 17 horas.
Entre os grupos priorizados, os primeiros imunizados, a partir de 25 de janeiro, serão os profissionais de saúde, indígenas e quilombolas. Serão duas doses por pessoa, com intervalo de 21 dias entre cada uma. Em dezembro, o governador declarou que não será necessário comprovar residência no Estado para tomar a vacina.
A partir de 8 de fevereiro, serão imunizados os idosos com 75 anos ou mais. Na semana seguinte, a partir do dia 15 de fevereiro, será a vez da população entre 70 a 74 anos. A partir de 22 de fevereiro, receberá a imunização a faixa etária de 65 a 69 anos. Por fim, no dia 1º março, começarão a ser vacinados os indivíduos de 60 a 64 anos. No grupo de idosos, serão 7,5 milhões de imunizados. Não foi informado como será a vacinação dos demais grupos de risco da covid-19, como portadores de doenças crônicas.
A maioria do Estado de São Paulo está na fase amarela do Plano São Paulo, após um breve período na fase vermelha durante os feriados de fim de ano. A única região que não voltou para a classificação com menos restrições é a de Presidente Prudente, que segue na fase vermelha.
Dentre outras regras, a fase amarela permite o funcionamento de academias, restaurantes, salões de beleza, barbearias e outros estabelecimentos com até 40% da capacidade e por 10 horas diárias, com fechamento às 22 horas. O comércio pode funcionar por 12 horas, enquanto a venda de bebidas alcoólicas em bares, restaurantes e lojas de conveniência está vetada depois das 20 horas.
O Estado de São Paulo registrou 47.222 óbitos e 1.486.551 casos confirmados do novo coronavírus até as 16h50 de terça-feira, 5, segundo balanço mais recente da Secretaria Estadual da Saúde. A taxa de ocupação de leitos de UTI é de 62,3% no Estado, média que é de 65,3% na Grande São Paulo. Até as 12 horas de terça-feira, havia um total de 11.945 pacientes internados com suspeita ou confirmação da doença, dos quais 6.770 em leitos de enfermaria e outros 5.175 na UTI.