FAMPOP 2017

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Espaço cedido para Cultura de Avaré

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

JORNAL DA CIDADE - Internacional

Renata Bueno defende extradição de Pizzolato

A deputada ítalo-brasileira Renata Bueno, única representante do Brasil no Parlamento italiano, defende a abertura de um processo para a extradição do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, para o Brasil.
Único dos 25 condenados considerado foragido no processo do mensalão, Pizzolato foi preso nesta quarta em Maranello, na Itália, portando documentos falsos, pertencentes ao seu irmão, Celso Pizzolato, falecido em 1978.
“Como ele também cometeu um crime na Itália, precisamos num primeiro momento saber como pode se dar esse processo. Já estou em contato com autoridades italianas para verificar essa situação, mas posso adiantar que o Brasil pode e deve pedir a extradição do condenado no mensalão”, informa Renata, que ocupa uma das quatro vagas para deputados destinadas à América Latina. “Neste caso específico, a dupla cidadania não deveria beneficiá-lo. É preciso evitar que esse direito dado aos descendentes italianos seja usado em favor da impunidade”, afirma ela, que acompanhou o caso desde o início junto às autoridades italianas, inclusive em contato direto com o Diretor Chefe da Polícia Criminal Italiana.
Sobre o caso –
Pizzolato foi condenado a 12 anos e 7 meses de prisão por formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro. Sua prisão foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após o julgamento do último recurso, em 13 de novembro. A pena deve ser cumprida em regime fechado, em presídio de segurança média ou máxima.
Após a expedição dos primeiros mandados de prisão na ação do mensalão, Pizzolato anunciou, por meio do advogado, que deixou o país e foi para a Itália. Ele tem dupla nacionalidade e teria saído do território brasileiro 45 dias antes de ter a prisão decretada.
A polícia italiana confirmou que Henrique Pizzolato vai responder pelo crime de falsidade ideológica, o que lhe pode render uma pena de até três anos de reclusão. O caso agora passa ao Ministério do Interior.

** A deputada está no Brasil (Curitiba), com a possibilidade de atender a imprensa por intermédio da assessoria de imprensa.